Programação

Evento Gratuito

EDIÇÃO 2018

"Memórias que alimentam tradições"



Com um olhar voltado para a extensa cultura alimentar e as tradições do Brasil e Portugal esta edição trará filmes produzidos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe e da região do Douro em Portugal. Serão exibidos um seriado infantil, uma animação e 12 documentários. 

Nos dias 18, 19, 20 e 21 de outubro acontece em Bituruna, PR, no Anfiteatro Romilde Vanzin a 2ª edição da Mostra Internacional de Cinema "Nossa Terra": Cultura e Alimentação. Uma iniciativa gratuita que visa a formação de público e a difusão de produções nacionais e estrangeiras que abordem temas como: alimentação; usos e costumes; memória; tradição e cultura local.

Foram selecionados por Meg Mamede, curadora da mostra, 14 documentários, entre eles curtas e longas metragens produzidos em várias partes do Brasil e em Portugal, todos relacionados como o tema desta edição "Memórias que alimentam tradições".

Realizado pelo Cultura in Company esta edição tem produção da Insólito Produções e é apresentada pela Prefeitura Municipal de Bituruna, conta ainda com apoio da Secretária de Educação e Cultura do Munícipio e outras instituições locais, além de patrocinadores e parceiros que podem ser conhecidos aqui.

Baixe aqui a programação completa para consultar no celular.

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Abertura Oficial da Mostra

"Cerveja Falada" de Demétrio Panarotto, Guto Lima e Luiz H. Cudo (Brasil, 2010) Documentário – 15' – Classificação Livre. Sinopse: Uma vida dedicada à paixão pelo trabalho e à manutenção de uma tradição familiar. Este curta documental retrata a história de Rupprecht Loeffler, o mais antigo mestre cervejeiro do país que, ao longo de 93 anos de vida, além de produzir a bebida artesanalmente em Canoinhas (SC), testemunhou boa parte da história do século 20.


Dia 18 de outubro de 2018 – quinta-feira

19h - “Café, um Dedo de Prosa” de Maurício Squarisi (Brasil, 2017) Animação – 72' – Classificação Livre. Sinopse: Animação que conta de modo leve e bem-humorado a história do café, e mostra sua importância na história do Brasil. “Café, um Dedo de Prosa” se desenrola a partir do encontro dos amigos Vera Holtz e Wandi Doratiotto em uma cafeteria. Apaixonados pela bebida, eles travam um bate-papo informal e descontraído sobre a história do café. Acompanhando esse diálogo, o público vai descobrindo muitas curiosidades sobre a bebida mais popular do país, sua importância histórica e influência na economia, política e até na cultura brasileira. Em seu primeiro longa, o diretor Maurício Squarisi resgata questões como escravidão, Semana de Arte Moderna, imigração e muitas outras, sempre de modo bem-humorado e divertido, sem abandonar a preocupação com o rigor e precisão dos fatos, baseados no livro “A História do Café”, de Ana Luiza Martins.


Dia 19 de outubro de 2018 – sexta-feira

10h e 14h - "Sara e sua Turma" de Gisele Gama Andrade e Alex Barbosa (Brasil, 2017) Infantil – 50' – Classificação Livre. Sinopse: Os livros ficaram pequenos para Sara e Sua Turma. Venha conhecer essa galera que é demais, agora, também na telona. Aqui, representatividade importa e temas como preconceito, bullying e perigos da internet não são tabus.



Dia 20 de outubro de 2018 – sábado

14h – Sessão dupla com "Carijo" de Gustavo Türck (Brasil, 2014) Documentário – 59' – Classificação Livre. Sinopse: Filme que traz a metodologia de fabricação artesanal de erva-mate com o carijo, suas implicações, relações e desdobramentos deste conhecimento ancestral, utilizado atualmente por agricultores familiares no estado do Rio Grande do Sul. O carijo é uma prática tradicional, carregada na própria história do Rio Grande do Sul, que remonta à época da dominação indígena no território. Hoje em dia, mesmo com o massivo consumo de chimarrão no estado, poucas são as pessoas que conhecem como se iniciou a história da bebida ou como a erva-mate era produzida até chegar na industrialização dos dias de hoje.


Seguido  de  "Guardiãs do Queijo Coalho do Sertão"  de  Rita  Simone  Liberato  e Sonia de Souza M. Menezes (Brasil, 2013) Documentário – 14' – Classificação Livre. Sinopse: Este curta mostra o modo de vida das mulheres sertanejas que aproveitam o leite, importante recurso territorial, para elaborar o queijo. Com o soro, subproduto da produção de queijos, as mulheres alimentam os suínos que, comercializados, geram a renda que contribui para a sustentabilidade do estabelecimento rural e a continuidade nessa terra lugar de vida e labuta. As camponesas “mulheres de opinião” dos municípios de Monte Alegre de Sergipe, Porto da Folha e Nossa Senhora da Glória e seus familiares contam suas histórias e manifestam a relevância da produção de queijo para a vida das famílias sertanejas.


16h - "Caiçaras - às Margens do Brasil" de Guilherme Rodrigues (Brasil, 2017) Documentário –  88' – Classificação Livre. Sinopse: Este documentário tem como tema a vida e a cultura da população caiçara que reside no litoral sul do estado do Rio de Janeiro e de várias comunidades espalhadas por toda costa do estado de São Paulo. Os caiçaras são populações tradicionais consideradas como parte da cultura crioula ou cabocla, fruto do aporte cultural dos europeus, negros e índios. O modo de vida caiçara organiza a produção material, as relações sociais e simbólicas dentro de um determinado contexto espacial e cultural. Atualmente as populações sofrem diversas pressões devido a profundas transformações relacionadas por exemplo: construção de rodovias, turismo de massa, políticas públicas conservacionistas e expansão imobiliária.


18h - "O Nó – Ato Humano Deliberado" de Dilson Araújo (Brasil, 2012) Documentário – 72' – Classificação 12 anos. Sinopse: Esta produção fala sobre a maior denúncia de um crime de terrorismo biológico na história da humanidade “O Nó: Ato Humano Deliberado”, trata das circunstâncias e consequências da introdução e disseminação da doença vassoura-de-bruxa na lavoura cacaueira da Região sul da Bahia. O filme tem como base uma vasta documentação, desconhecida da maioria da população e levantada por Dilson Araújo desde 2009, quando ele iniciou a pesquisa, obtendo documentos que revelam fatos graves apresentados no filme.


20h - "As Horas do Douro" de Joana Pontes e António Barreto (Portugal, 2010) Documentário – 100' – Classificação 12 anos – Sinopse: Filme que tem como finalidade contar a região, que vive ao ritmo das suas vinhas e dos seus vinhos. O desafio para o projeto partiu de Joana Pontes, depois de António Barreto lhe ter oferecido um livro que tinha escrito sobre o Douro, de onde o sociólogo é natural – os dois já tinham trabalhado juntos na série documental televisiva Portugal, um Retrato Social. A rodagem deste filme durou 50 dias, com início na vindima de 2007, prosseguindo ao longo de 2008 e terminando em janeiro de 2009, abrangendo todo o ciclo de produção do vinho. António Barreto e a cineasta Joana Pontes classificam o filme como “um livro de horas”, que retrata a produção e a cultura do vinho na região duriense, ao longo das diferentes estações do ano, com enfoque para as gentes que as protagonizam.


Dia 21 de outubro de 2018 – domingo

15h – Sessão dupla com "Antes do Inverno"de Santiago José Asef (Brasil, 2013) Documentário – 37' – Classificação Livre. Sinopse: A pesca artesanal da tainha é muito mais que uma atividade econômica, é também uma manifestação cultural que atravessou gerações e tornou-se patrimônio cultural da cidade de Bombinhas e do estado de Santa Catarina. Com o objetivo de registrar essa atividade e valorizar as práticas tradicionais da comunidade, a Fundação Municipal de Cultura de Bombinhas idealizou o documentário,  filme que revela a força e o encanto de uma das culturas tradicionais mais antigas que  mantem-se viva no litoral sul do Brasil, retratando o cotidiano de uma comunidade pesqueira através de um roteiro poético, buscando sensibilizar e emocionar o público para que se reconheça a importância desse patrimônio através da arte.


Seguido de "Pra Ficar na História" de Boca Migotto (Brasil, 2015) Documentário – 15' – Classificação Livre. Sinopse: Luis Fitarelli vive em Garibaldi é um apaixonado pela sua história. Descendente de imigrantes italianos que vieram para o sul do Brasil no final do século XIX, Fitarelli decidiu construir um museu a céu aberto "open air museum". Comprou uma área de terra no interior de sua cidade e, para lá, deslocou casas antigas da região nas quais instalou uma antiga "bodega", uma vinícola, uma ferraria e uma marcenaria. Além de construir uma igreja. Fitarelli também é um restaurador de móveis e colecionador de objetos. Seus móveis viajam o Brasil e sua coleção conta com mais de 4 mil itens ligados à colonização italiana.  


16h10 - “Cultura de Engenho: Patrimônio e Resistência” de Sandra Alves (Brasil, 2017) Documentário – 50' – Classificação Livre. Sinopse: Florianópolis, 2016, uma produção urbana de mandioca atravessa o asfalto da rodovia até um engenho de farinha. No litoral sul do estado comunidades fazem uso coletivo da terra para produzir alimentos com fim material e simbólico. O que mantém vivas tais práticas? O filme retrata a condição patrimonial dos Engenhos de Farinha de Mandioca de Santa Catarina através de seus ilustres protagonistas. São agricultores, artesãos, cozinheiras, comedores que em seus depoimentos mesclam identidade cultural com sabor e sustento. Vamos da roça de mandioca aos sabores da farinha, degustando histórias de vida e resistência e exemplos reais de preservação que colocam o comer e o produzir alimentos como atos políticos e culturais muito atuais.


17h30 - "Caminhos de Pedra: o Tempo e Memória na Linha Palmeiro" de Pedro Zimmermann (Brasil, 2008) Documentário – 52' – Classificação Livre. Sinopse: A história de um dos primeiros grupos de italianos a chegar ao Rio Grande do Sul, na segunda metade do século 19, é contada neste documentário. O filme se passa na antiga Linha Palmeiro, nas imediações de Bento Gonçalves, onde as famílias recomeçaram suas vidas no Brasil e construíram suas casas de pedra - hoje, pontos turísticos da região. Embora mantenha viva muitas de suas características culturais originais, o lugar passou por fortes modificações ao longo dos anos. As aparelhagens modernas aplicadas ao cultivo da uva, principal ocupação e fonte de renda dos habitantes do local, contrastam com elementos seculares, como a roda d'água, as rodas de carroça, as ruínas de pedra, as casas abandonadas ou transformadas em estrebarias além, é claro, das estradas de chão. Esta coexistência entre o novo e o velho, o moderno e o tradicional, e os conflitos dela decorrentes, é a tônica do documentário, que conta um fragmento importante da história do Rio Grande do Sul através de um olhar contemporâneo e universal. 


19h – Sessão dupla com "Um Filme para Dirceu" de Ana Johann (Brasil, 2012) Documentário – 80' – Classificação 12 anos. Sinopse: Ana recebe uma ligação. A pessoa que está no telefone diz que quer fazer um filme sobre a sua vida, por que tem muitas semelhanças com 'Os dois filhos de Francisco', com a diferença que ele não é o Zezé, nem o Luciano, é o Dirceu.  Aos 17 anos Dirceu ficou paraplégico e depois de um ano voltou a andar, Dirceu é gaiteiro e seu sonho é viver da música. A proposta é acompanhar a vida do Dirceu durante dois anos e incorporar o próprio processo do filme dentro do documentário. Com a participação de Teodoro da dupla Teodoro & Sampaio.


Seguido de "Memórias do Vale dos Vinhedos" de Michel Marchetti (Brasil, 2015) Documentário – 12' – Classificação Livre. Sinopse: Documentário que relata desde as motivações que levaram os imigrantes a abandonarem a Itália até a chegada ao Vale dos Vinhedos. Através do depoimento de pessoas conhecedoras da história do distrito, conta sobre a viagem de navio, as dificuldades enfrentadas na chegada e o crescimento da comunidade por meio do trabalho árduo, culminando com a construção da Capela das Neves, que sintetiza a união, fé e alegria enraizadas em todo imigrante italiano.


SERVIÇO:

Mostra Internacional de Cinema "Nossa Terra": Cultura e Alimentação.

Data: 18, 19, 20 e 21 de outubro de 2018.

Local: Anfiteatro Romilde Vanzin – Bituruna – PR.

Evento gratuito aberto a todos os públicos.

Os ingressos devem ser retirados no local antes do início de cada sessão.

Capacidade: 190 pessoas.


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